Sobre mim

Sou Tayla Marinho, Economista em formação e profissional com sólida experiência no setor financeiro, com foco em crédito consignado e atendimento a demandas regulatórias. Escrevo com base em dados, análise crítica e linguagem acessível, buscando sempre traduzir temas econômicos complexos para o público geral e técnico.

Textos em Destaque

1. O crédito consignado como instrumento de política social: avanço ou armadilha?

O crédito consignado se consolidou como uma das principais formas de acesso ao crédito para aposentados e servidores. Mas sua função social vem sendo questionada diante do crescente endividamento da população mais vulnerável. A sustentabilidade deste modelo no longo prazo depende de diversos fatores.

Por um lado, as taxas de juros mais baixas e a garantia de pagamento via desconto em folha tornam o consignado uma opção atrativa para reduzir o custo do crédito. No entanto, o comprometimento automático da renda pode criar um ciclo vicioso de dependência financeira, especialmente quando usado para cobrir despesas básicas.

Dados recentes mostram que mais de 30% dos aposentados têm parcelas consignadas próximas ao limite máximo permitido. Esta situação gera preocupações sobre a capacidade de manutenção do padrão de vida desses beneficiários no futuro, principalmente considerando imprevistos e a inflação dos preços de itens essenciais.

Para que o modelo se mantenha sustentável, são necessárias medidas como: educação financeira obrigatória antes da contratação, limites mais conservadores de comprometimento de renda e acompanhamento do nível de endividamento dos tomadores. Só assim o crédito consignado poderá cumprir seu papel de inclusão financeira sem se tornar uma armadilha.

2. Crônica – Quando o dinheiro cala, a conta fala

A cada fim de mês, o silêncio da geladeira vazia fala mais alto que qualquer dado do IBGE. O número do salário é fixo, mas as despesas crescem como se não soubessem disso. O café da manhã mais simples já não cabe no orçamento como antes - o preço do pão francês subiu mais que a inflação oficial, o leite virou item de luxo, e até o ovo, última alternativa do prato principal, disparou nos últimos meses. Na feira, as frutas da estação parecem artigos importados, tamanha a diferença de preço de um mês para outro. Entre escolher pagar a conta de luz ou completar a cesta básica, milhões de brasileiros vivem esse dilema diariamente, numa matemática que não fecha...

3. Educação Financeira: por onde começar?

Falar de dinheiro ainda é um tabu no Brasil - pesquisas mostram que 45% dos brasileiros nunca conversam sobre finanças em casa. Mas dados do Banco Central revelam que entender conceitos básicos pode aumentar em até 60% as chances de construir uma reserva financeira. Neste artigo, apresento 3 passos simples e práticos para quem quer começar: como anotar gastos usando apenas papel e caneta, truques para economizar nas compras do dia a dia (que podem gerar economia de R$300/mês), e um guia descomplicado para fazer seu primeiro investimento com apenas R$100

Passo a Passo: